“É MUITA COISA, NÉ?”: DESLOCANDO CONCEITOS DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA A PARTIR DA ESCUTA DE MULHERES NEGRAS
DOI:
https://doi.org/10.68297/q47ygx73Palavras-chave:
Abordagem Centrada na Pessoa; escuta clínica; racismo; interseccionalidade; psicoterapia.Resumo
Relato de experiência na Abordagem Centrada na Pessoa que reflete sobre a escuta de mulheres negras em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural. A partir do acompanhamento de duas mulheres, discutem-se deslocamentos teóricos provocados pela prática clínica quando dimensões de raça, gênero e classe emergem como constitutivas do sofrimento psicológico. As narrativas evidenciam como a escuta centrada na pessoa é convocada a reconhecer as condições sociais que atravessam a experiência subjetiva, tensionando compreensões universalizantes sobre o sofrimento humano. A incorporação de uma perspectiva interseccional amplia as possibilidades da prática centrada na pessoa, contribuindo para uma escuta situada e eticamente implicada com as condições concretas de vida das pessoas atendidas.
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